Os produtos de proteínas alternativas baseadas à base de plantas têm tido um exponencial crescimento de procura nos últimos anos. A soja tem sido a que tem tido um maior aumento e torna-se alvo de grande preocupação pelo impacto ambiental que advêm dessa procura.
A maior parte da produção de soja (cerca de 75%) é usada para a alimentação animal. Muitas pessoas desconhecem este facto, mas os animais domésticos que normalmente fazem parte da nossa alimentação diária são alimentados à base de soja.
Para atender ao aumento da procura de soja significa que temos de plantar mais, logo teremos que usar mais área, tornando a plantação de soja o segundo maior causador de desflorestação no planeta, logo a seguir à criação de gado.
O cultivo comercial de soja, sem dúvida que afetou os solos do planeta e a biodiversidade das regiões. Produzir soja requer imensa água, para obtermos um litro de bebida de soja, são necessários cerca de 300 litros de água. Os pesticidas e fertilizantes usados nas plantações de soja contaminam rios e lagos, tendo um impacto muito negativo na vida animal e das comunidades rurais.
Mudar para uma alimentação à base de plantas é uma das melhores formas (se não mesmo a melhor) para minimizarmos as alterações climáticas. Mas essa mudança deverá ser sustentável e isso implica que devemos tentar adquirir produtos de soja orgânica que evitam fertilizantes e pesticidas. Outra opção é procurar soja produzida localmente, evitando assim produtos importados nos quais desconhecemos a sua origem.
Ao mesmo tempo devemos diversificar a nossa alimentação com outras proteínas à base de plantas. Temos imensas opções, vamos deixar aqui algumas sugestões: